A abstenção eleitoral pode se tornar um desafio para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na disputa pelo segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL). Segundo análise publicada pelo Metrópoles, a ausência de eleitores nas urnas pode ter um impacto maior sobre o petista.
O Brasil registrou mais de 33,4 milhões de eleitores ausentes no primeiro turno. Agora, a estratégia de Lula busca mobilizar esse contingente, considerado decisivo para o resultado da eleição.
De acordo com o cientista político Antônio Lavareda, o perfil de parte significativa dos eleitores que deixam de votar inclui pessoas de baixa renda e escolaridade, além de jovens e idosos com mais de 70 anos. Esse grupo reúne parcelas do eleitorado historicamente mais alinhadas a Lula.
A avaliação é que a ausência desses eleitores pode representar uma dificuldade adicional para o presidente, uma vez que a perda de votos nesse segmento teria peso relevante na disputa.
Entre os fatores que contribuem para a abstenção estão dificuldades de deslocamento, distância dos locais de votação e obstáculos socioeconômicos. Embora o TSE tenha determinado a gratuidade do transporte público nos dias de eleição, a medida não elimina todas as barreiras que impedem a participação eleitoral.
Com isso, a mobilização dos eleitores ausentes passa a ser um dos pontos de atenção para as campanhas. O desafio será convencer o eleitorado a comparecer às urnas, em uma disputa na qual cada voto pode fazer diferença.
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