As articulações para a eleição ao Senado em Pernambuco voltaram a colocar em evidência uma disputa política iniciada na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe). Nos bastidores, lideranças avaliam que o embate pela Primeira-Secretaria da Casa ainda influencia diretamente as alianças para a eleição de 2026.
Na eleição da Mesa Diretora da Alepe, o deputado federal Eduardo da Fonte (PP) entrou na disputa para retirar Gustavo Gouveia da Primeira-Secretaria. Com o apoio do Progressistas e de aliados, o deputado estadual Francismar Pontes venceu a eleição, encerrando o período em que o grupo Gouveia ocupava um dos cargos mais importantes da Assembleia.
Agora, o cenário político mudou. Eduardo da Fonte disputa uma vaga ao Senado e precisará ampliar sua base de apoios pelo estado. Nos bastidores, porém, cresce a avaliação de que o grupo liderado por Marcelo Gouveia poderá seguir um caminho diferente e apoiar uma eventual candidatura de Mendonça Filho (PL) ao Senado.
Outro fator apontado por interlocutores é que Francismar Pontes, que contou com o apoio decisivo de Eduardo da Fonte para vencer a disputa na Alepe, dificilmente poderá retribuir esse apoio na eleição para o Senado. A expectativa nos bastidores é que o deputado estadual acompanhe o projeto político do grupo de João Campos (PSB), apoiando os candidatos ao Senado da chapa adversária, caso essa composição seja confirmada.
Com isso, analistas políticos avaliam que Eduardo da Fonte poderá enfrentar dificuldades para recompor a relação com o grupo Gouveia justamente no momento em que busca consolidar sua candidatura ao Senado. A possível aproximação entre Marcelo Gouveia, o grupo Coelho e Mendonça Filho é vista por lideranças como um movimento capaz de alterar o cenário da disputa.
Até o momento, não há anúncio oficial de apoio do grupo Gouveia a Mendonça Filho nem definição pública sobre os palanques para o Senado. As articulações, no entanto, seguem intensas e prometem movimentar os bastidores da política pernambucana nas próximas semanas.
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