Desenhos Bíblicos, exibido pela Record, passou a receber classificação indicativa de não recomendado para menores de 12 anos. A decisão do Ministério da Justiça, publicada no Diário Oficial da União no fim de outubro, provocou repercussão e críticas nas redes sociais.
De acordo com as informações divulgadas, a reclassificação foi fundamentada em quatro descritores: atos criminosos, drogas lícitas, violência e estigma ou preconceito. Entretanto, o registro oficial consultado não especifica quais episódios ou cenas motivaram a mudança na faixa etária.
A produção havia solicitado classificação livre. Com a nova indicação, a recomendação para exibição na televisão aberta passa a ser a partir das 20h.
A decisão gerou questionamentos entre usuários das redes sociais e representantes políticos. Um deputado afirmou que pretende cobrar esclarecimentos sobre os critérios utilizados na avaliação do conteúdo.
Entre as manifestações contrárias, houve quem classificasse a medida como um ataque à fé cristã. No entanto, essa interpretação representa uma avaliação política de críticos da decisão, e não a justificativa oficial apresentada pelo Ministério da Justiça.
É importante destacar que a classificação indicativa não representa uma proibição de exibição do programa. O mecanismo funciona como orientação para pais e responsáveis, ajudando as famílias a avaliar quais conteúdos são adequados para crianças e adolescentes.
O caso reacendeu o debate sobre os critérios utilizados pelo governo na classificação de produções audiovisuais, especialmente aquelas que abordam temas religiosos.
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