O custo da cesta básica no Recife registrou alta de 0,74% nos últimos 12 meses, o menor aumento entre as 22 capitais brasileiras que apresentaram elevação no período. Os dados são do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Na comparação anual, Cuiabá apresentou a maior alta, de 8,33%, enquanto Natal teve a maior redução, de 2,26%. Em outras cinco capitais também houve queda no valor da cesta básica.
Em julho, o preço da cesta caiu em 26 das 27 capitais brasileiras, influenciado principalmente pela redução nos valores de produtos como batata, tomate e café em pó. As maiores quedas no mês foram registradas em Natal (-7,95%), Maceió (-7,87%) e Belo Horizonte (-7,44%). São Luís foi a única capital com alta, de 0,30%.
São Paulo continuou apresentando a cesta básica mais cara do país, com valor de R$ 915,01, seguida por Cuiabá (R$ 881,27), Florianópolis (R$ 860,73) e Rio de Janeiro (R$ 855,37).
No Norte e Nordeste, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 594,07), Maceió (R$ 618,60), Natal (R$ 631,51) e João Pessoa (R$ 644,04).
A redução nacional em julho também diminuiu o tempo médio de trabalho necessário para adquirir os produtos da cesta. O trabalhador passou a precisar de 100 horas e 24 minutos, contra 105 horas e 51 minutos em junho. Mesmo assim, o gasto médio comprometeu 49,34% do salário mínimo líquido.
Segundo o Dieese, considerando a cesta mais cara, registrada em São Paulo, o salário mínimo necessário para cobrir as despesas básicas de uma família deveria ser de R$ 7.687,01, equivalente a 4,74 vezes o salário mínimo vigente, de R$ 1.621,00.
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