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João Campos anunciou R$ 1,3 bilhão para conter tragédias nos morros, mas aplicou menos de 1% e deixou o Recife em risco

Três anos após anunciar um dos maiores investimentos voltados à prevenção de deslizamentos e requalificação urbana, a Prefeitura do Recife executou menos de 1% dos recursos previstos para obras de contenção de encostas financiadas pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

De acordo com levantamento divulgado pelo Blog do Manoel Medeiros nesta terça-feira (5), dos R$ 1,3 bilhão contratados por meio do Programa de Requalificação e Resiliência Urbana (Promorar), apenas R$ 9,9 milhões foram efetivamente aplicados em obras de contenção de morros até o momento.

O programa foi apresentado como estratégico para reduzir os riscos em áreas vulneráveis da capital pernambucana, sobretudo após os episódios de fortes chuvas que atingiram o Recife nos últimos anos e provocaram deslizamentos, mortes e destruição em comunidades localizadas em áreas de encosta.

Os números reacendem o debate sobre a velocidade da execução das políticas públicas voltadas à prevenção de tragédias climáticas. Especialistas e moradores de áreas de risco cobram maior agilidade na aplicação dos recursos, principalmente diante da proximidade do período chuvoso.

A gestão municipal afirma que o Promorar envolve etapas técnicas, ambientais e de licitação consideradas complexas, além de ações integradas de urbanização e reassentamento habitacional. Ainda assim, a baixa execução financeira tem sido alvo de críticas de opositores e de setores da sociedade civil.

O Recife possui dezenas de áreas classificadas como de risco alto ou muito alto para deslizamentos, especialmente em comunidades localizadas nos morros da Zona Norte e Zona Oeste da cidade. Em períodos de chuvas intensas, moradores convivem com o medo constante de novos acidentes.

A divulgação dos dados ocorre em meio à cobrança por medidas mais rápidas de prevenção e infraestrutura urbana para minimizar os impactos das chuvas na capital pernambucana.

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