Investigadores que atuam no chamado “Caso Master” apuram suspeitas de que o banqueiro Daniel Vorcaro teria pago propina a um senador da oposição para impedir o avanço de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) contra o Banco Master no Congresso Nacional.
Segundo informações divulgadas pela coluna do jornalista Igor Gadelha, do portal Metrópoles, a suspeita é de que o valor pago ao parlamentar teria ficado entre R$ 6 milhões e R$ 8 milhões. O objetivo seria atuar politicamente para evitar a instalação da CPI que investigaria operações envolvendo a instituição financeira.
As apurações indicam que o suposto pagamento teria ocorrido ainda no primeiro semestre de 2025, período em que o Banco Master ganhou forte repercussão nacional após a compra parcial da instituição pelo Banco de Brasília (BRB).
Na época dos fatos investigados, Vorcaro ainda não havia sido preso. O banqueiro foi detido pela primeira vez em novembro de 2025, no mesmo mês em que o Banco Central liquidou o Banco Master.
Mesmo após a prisão do empresário, lideranças do Senado e da Câmara dos Deputados seguem resistindo à abertura de uma CPI para investigar o caso, apesar dos diversos pedidos já protocolados no Congresso.
A defesa de Daniel Vorcaro afirmou, sob reserva, desconhecer as acusações e declarou que o episódio não teria sido mencionado na proposta de delação premiada apresentada pelo banqueiro.
A proposta de colaboração foi entregue à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na quarta-feira (6). Agora, os órgãos irão analisar a documentação e verificar se há elementos suficientes para comprovar as declarações apresentadas.
Caso considerem necessário, PF e PGR poderão solicitar novas informações ao banqueiro antes de encaminhar o eventual acordo de delação para homologação do ministro André Mendonça, relator do Caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF).
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