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Celular de operador do PCC revela suposto esquema de envio de dinheiro por via aérea a Brasília

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Mensagens extraídas do celular de um investigado apontado como operador financeiro do Primeiro Comando da Capital (PCC) revelaram um suposto esquema de transporte de grandes quantias em dinheiro vivo, inclusive por meio de voos e helicópteros, com destino a Brasília. As informações vieram à tona a partir de apuração divulgada pelo Metrópoles.

De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil, o operador identificado como João Gabriel de Melo Yamawaki teria atuado na movimentação de recursos ligados ao empresário goiano Adair Antônio de Freitas Meira. A suspeita faz parte da chamada Operação Contaminação, deflagrada em abril.

As autoridades apontam que valores eram inicialmente transferidos para a fintech 4TBANK por meio de boletos considerados “possivelmente fraudulentos”, pagos por empresas e entidades associadas ao empresário. Posteriormente, o dinheiro retornaria em espécie, com transporte frequente por via aérea, numa tentativa de dificultar o rastreamento.

Conversas obtidas no celular indicam que, em um dos episódios, Meira teria pago cerca de R$ 100 mil à instituição financeira, enquanto Yamawaki emitiu um boleto de R$ 18,1 mil, descrito como “5% da operação” e custos logísticos. Em outro momento, mensagens apontam tratativas para o saque fracionado de R$ 1,38 milhão.

Os investigadores também identificaram indícios de encontros presenciais para entrega de valores. Em janeiro de 2022, Yamawaki informou sua chegada a Brasília, onde teria sido recebido por Meira. No diálogo, é mencionada uma “bolsinha”, interpretada pela polícia como possível entrega direta de dinheiro.

Além da capital federal, há registros de reuniões em São Paulo, envolvendo cerca de R$ 570 mil, e em Palmas (TO), com valores próximos de R$ 2,5 milhões.

A defesa do empresário nega qualquer irregularidade e afirma que as acusações se baseiam em elementos frágeis, sem provas concretas. Segundo os advogados, Meira possui trajetória legal e pretende colaborar com os esclarecimentos.

A origem da investigação remonta a 2023, após a apreensão de drogas em Itaquaquecetuba (SP). A partir desse episódio, foram identificadas conexões entre traficantes, integrantes do PCC e o operador financeiro. As apurações também apontaram indícios de tentativa de influência em processos eleitorais de 2024, o que levou ao avanço das operações policiais e à prisão de suspeitos.

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