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PF retira credencial de agente dos EUA após saída de delegado brasileiro de Miami e tensão diplomática cresce

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A Polícia Federal do Brasil decidiu retirar as credenciais diplomáticas de um agente de imigração dos Estados Unidos que atuava na sede da corporação, em Brasília. A medida foi confirmada pelo diretor-geral Andrei Rodrigues e ocorre em meio a um impasse diplomático entre os dois países.

Segundo Rodrigues, a decisão segue o princípio da reciprocidade, após o governo norte-americano determinar que o delegado brasileiro Marcelo Ivo de Carvalho deixasse o território dos EUA. O agente atuava em Miami e havia sido designado para uma missão de cooperação internacional com o Serviço de Imigração e Fiscalização Aduaneira (ICE).

Com a suspensão das credenciais, o agente norte-americano perde o acesso às dependências da PF e também às bases de dados compartilhadas no âmbito da cooperação policial entre Brasil e Estados Unidos.

O diretor-geral ressaltou que a decisão foi tomada “com pesar” e não representa uma expulsão formal, mas sim uma resposta equivalente à medida adotada pelos EUA. Ele também negou que o delegado brasileiro tenha sido expulso, afirmando que o retorno ao Brasil ocorreu por iniciativa própria, com o objetivo de prestar esclarecimentos.

A crise diplomática ganhou novos contornos após a prisão do ex-deputado federal Alexandre Ramagem em território norte-americano. Condenado pelo Supremo Tribunal Federal a mais de 16 anos de prisão por tentativa de golpe de Estado, Ramagem deixou o Brasil em 2025 e foi detido no dia 13 de abril, em Orlando, por questões migratórias.

Ele chegou a ser encaminhado a um centro de detenção no Condado de Orange, mas foi liberado dias depois para responder em liberdade enquanto aguarda o andamento do processo de asilo. A decisão foi comunicada pelo ICE à Polícia Federal brasileira.

Autoridades dos Estados Unidos alegaram, sem detalhar nomes, que uma autoridade brasileira teria tentado contornar pedidos formais de extradição para promover perseguições políticas. A PF, por sua vez, defende a legalidade das ações do delegado envolvido e afirma que sua atuação está respaldada por acordos internacionais de cooperação.

O episódio evidencia o momento delicado nas relações entre Brasil e Estados Unidos na área de segurança e justiça, com possíveis desdobramentos diplomáticos nos próximos dias.

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