O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, solicitou ao colega Alexandre de Moraes a inclusão do ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, no inquérito que investiga a disseminação de fake news. Moraes é o relator do caso na Corte.
A solicitação foi formalizada por meio de uma notícia-crime e tem como base um vídeo publicado por Zema nas redes sociais. No material, divulgado no mês passado, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli aparecem representados por fantoches, em uma simulação de diálogo.
Segundo Gilmar Mendes, o conteúdo divulgado “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”. O ministro classificou ainda a produção como um possível caso de “deepfake”, destacando o uso de edição sofisticada e apontando que o vídeo teria o objetivo de atacar a credibilidade da instituição e promover o autor.
Repercussão e reação
Após a repercussão do caso, Gilmar Mendes voltou a se manifestar publicamente. Em publicação na rede social X, o ministro afirmou ser “no mínimo irônico” que um ex-governador critique o STF após ter recorrido à Corte para tratar de questões financeiras do estado de Minas Gerais.
Romeu Zema, que é apontado como pré-candidato à Presidência da República, tem protagonizado embates recentes com membros do Supremo. Em outro vídeo divulgado anteriormente, o político chegou a defender a prisão de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, mencionando um pedido de indiciamento ligado à CPI do Crime Organizado.
Investigação segue sob relatoria de Moraes
O pedido agora será analisado por Alexandre de Moraes, responsável pelo inquérito das fake news no STF. A investigação apura a disseminação de informações falsas e ataques a instituições democráticas, podendo incluir novos investigados conforme o avanço das apurações.
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