O deputado estadual Romero Albuquerque (PSB) é acusado de uma série de crimes, incluindo lesão corporal, ameaça, violação de domicílio, roubo, associação criminosa, usurpação de função pública e porte ilegal de arma de fogo. O caso teria ocorrido no dia 22 de maio de 2025, no bairro da Estância, Zona Oeste do Recife.
De acordo com o advogado da suposta vítima, identificada como Matheus Fellipe Batista Alves, o parlamentar teria cometido as agressões acompanhado de outros homens, sendo que um deles estaria armado.
Informações colhidas pela polícia indicam que o deputado, junto com pessoas não identificadas, teria ido até a residência de Matheus. Dias antes, o homem havia sido filmado agredindo um cavalo com um chicote e um pedaço de madeira.
Na Delegacia de Polícia do Meio Ambiente, Matheus admitiu ter agredido o animal após levar um coice. No entanto, afirmou que posteriormente foi surpreendido por agressões físicas praticadas pelo deputado e pelos acompanhantes.
Já o deputado declarou à polícia que esteve no local acompanhado de dois assessores. Segundo ele, houve apenas uma discussão com o morador, que teria feito um gesto suspeito ao colocar a mão na bermuda, dando a entender que poderia puxar algo.
O advogado de Matheus, Josinando de Lima Chung, criticou a atuação da Polícia Civil, alegando que o parlamentar teria sido beneficiado durante o atendimento na Delegacia do Meio Ambiente. Ele também afirmou que, ao tentar dar andamento ao caso em outra unidade, o processo foi arquivado por já estar em tramitação.
No dia 31 de março, o desembargador Alexandre Freire Pimentel, do 12º Gabinete do Órgão Especial, decidiu que não caberia foro privilegiado para o caso.
Em nota, a assessoria do deputado informou que ele investigou pessoalmente a denúncia de maus-tratos contra o animal após o caso chegar formalmente ao seu gabinete. A defesa também sustenta que não houve invasão de domicílio e afirma que o parlamentar seguirá comprometido com a fiscalização de denúncias de crueldade animal.
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