Um momento de grande constrangimento marcou a cerimônia de entrega das casas do Residencial Vanete Almeida, realizada nesta sexta-feira, em Serra Talhada, no Sertão de Pernambuco. O episódio envolveu vaias, tumulto e atitudes consideradas antiéticas por um grupo identificado como ligado politicamente à prefeita Márcia Conrado (PT).
Desde a chegada da governadora Raquel Lyra, acompanhada do ministro Jader Barbalho, o grupo passou a vaiar e tumultuar o evento. O comportamento foi notório durante todo o trajeto da governadora no local e atingiu o ápice durante seu discurso oficial, causando desconforto entre autoridades, convidados e beneficiários do programa habitacional.
O grupo estava posicionado próximo ao dispositivo institucional, ao lado de quem utilizava a palavra, reforçando o clima de tensão em um ato que deveria ser marcado pelo respeito e pela celebração de uma conquista social. Fontes presentes no evento confirmaram que os manifestantes são figuras conhecidas da política local e mantêm ligação direta com o entorno político da prefeita Márcia Conrado.
Diante das vaias e do tumulto, a governadora Raquel Lyra respondeu com firmeza e trabalho, anunciando publicamente a duplicação da BR-232 até Serra Talhada, uma das principais reivindicações históricas da população sertaneja. O anúncio foi recebido com aplausos por grande parte do público e esvaziou a tentativa de constrangimento promovida pelo grupo político.
O que mais chamou atenção foi a postura de silêncio da prefeita Márcia Conrado, que não interveio para conter o comportamento de seus aliados nem se posicionou em defesa do respeito institucional. Para lideranças presentes, a omissão da gestora representa conivência e falta de compromisso com a liturgia do cargo.
Após o episódio, diversos prefeitos da região, que preferiram não se identificar, relataram indignação e vergonha diante do ocorrido. Um deles afirmou conhecer pessoalmente os manifestantes e classificou a atitude como “inaceitável em um evento oficial”. Em conversa reservada, outro gestor resumiu o sentimento geral: “Isso é um absurdo, Júnior”, em referência ao blogueiro Júnior Campos.
O episódio reforça críticas à condução política do grupo que comanda Serra Talhada e reacende o debate sobre ética, respeito institucional e responsabilidade política, especialmente quando atos de hostilidade são praticados em eventos públicos voltados à população.
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