Documentos de uma auditoria interna do Banco Regional de Brasília (BRB), encontrados pela Polícia Federal, registram que o escritório da advogada Dalide Barbosa Alves Corrêa recebeu R$ 33 milhões do Banco Master em 2024.
Segundo informações divulgadas pela imprensa, mensagens internas de executivos do banco também mencionaram Dalide como um “canal direto com o STF”. As mensagens, porém, não citam nominalmente o ministro Gilmar Mendes nem apresentam, até o momento, conclusão da Polícia Federal sobre eventual irregularidade nos contratos.
Dalide foi diretora-geral do Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP), instituição fundada por Gilmar Mendes, e também exerceu funções jurídicas em órgãos públicos. O vínculo com o IDP, segundo os registros publicados, terminou em 2017.
Em nota, a advogada negou ter atuado para o Banco Master no Supremo Tribunal Federal ou procurado ministros da Corte em assuntos relacionados ao banco. Segundo sua defesa, os serviços prestados ficaram restritos a processos de primeira e segunda instâncias.
Até o momento, portanto, os documentos registram os pagamentos e as referências feitas por executivos do banco, mas não estabelecem, por si só, irregularidade nos contratos nem participação de Gilmar Mendes.
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