A recente visita do prefeito do Recife, João Campos (PSB), ao Templo Central da Assembleia de Deus – Campo Recife teve pouca repercussão entre fiéis e lideranças evangélicas, passando praticamente despercebida no meio religioso. O cenário contrasta com a forte visibilidade e o protagonismo conquistados pela governadora Raquel Lyra (PSD), que tem recebido acolhida calorosa e crescente reconhecimento dentro do segmento evangélico em Pernambuco.
Enquanto a presença de João Campos não gerou mobilização significativa nem manifestações públicas de apoio, a passagem de Raquel Lyra pelo mesmo ambiente religioso foi marcada por grande participação, engajamento dos fiéis e ampla repercussão nas redes sociais e nos bastidores políticos. O episódio reforça análises de que o eleitorado evangélico não demonstra simpatia espontânea pelo projeto político do prefeito do Recife.
Lideranças religiosas ouvidas de forma reservada avaliam que João Campos ainda enfrenta resistência dentro do segmento evangélico, sobretudo por sua postura política e por pautas associadas à esquerda, que encontram maior dificuldade de diálogo com esse público mais conservador. Já Raquel Lyra tem adotado uma estratégia de aproximação baseada no respeito institucional, na valorização da fé e na escuta ativa das igrejas, o que vem fortalecendo sua imagem nesse eleitorado.
O contraste entre as duas visitas evidencia uma mudança relevante no tabuleiro político pernambucano. Em um estado onde o voto evangélico tem peso decisivo, a governadora amplia sua base de apoio e consolida espaço que antes era considerado difícil para líderes fora do campo tradicional da direita religiosa.
O episódio também serve de alerta para o prefeito do Recife, que é apontado como potencial candidato ao Governo do Estado. Sem sintonia com o eleitorado evangélico, João Campos pode encontrar dificuldades para ampliar sua aceitação fora de nichos específicos, enquanto Raquel Lyra avança e se consolida como liderança com trânsito e credibilidade junto a esse importante segmento da sociedade.
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