A saída do ex-ministro do Turismo Gilson Machado do Partido Liberal (PL) não foi um movimento isolado nem inesperado. Segundo informações de pessoas próximas ao ex-ministro, a decisão já vinha sendo discutida há algum tempo com o ex-presidente Jair Bolsonaro, que acompanhou de perto as tratativas políticas envolvendo o futuro partidário de Gilson.
De acordo com as fontes, na última semana, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) também participou das conversas e, em diálogo com o pai, deu o chamado “sinal verde” para que Gilson Machado pudesse deixar o PL sem qualquer tipo de desgaste político com o grupo bolsonarista.
Tanto Jair Bolsonaro quanto Flávio Bolsonaro estavam cientes, desde o início, da possibilidade de filiação de Gilson Machado ao Podemos, partido que vem se movimentando para ampliar seu espaço no campo da direita e atrair nomes com forte ligação ao bolsonarismo.
A saída ocorre de forma consensual, mantendo intacta a relação política e pessoal entre Gilson Machado e a família Bolsonaro. Interlocutores reforçam que a mudança partidária não representa rompimento, mas sim uma reorganização estratégica visando o cenário eleitoral de 2026.
Nos bastidores, a avaliação é de que Gilson Machado seguirá alinhado às pautas defendidas pelo ex-presidente e continuará atuando como um dos quadros mais próximos do bolsonarismo em Pernambuco, agora em nova legenda.
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