O cenário político de Pernambuco começa a ganhar contornos mais definidos para 2026. O Partido Progressista (PP) realiza reunião que pode consolidar a pré-candidatura do deputado federal Eduardo da Fonte ao Senado na chapa da governadora Raquel Lyra.
Integrante da base governista, o PP de Pernambuco discute a indicação oficial de seu presidente estadual para disputar uma das duas vagas ao Senado na eleição do próximo ano.
Movimentações no Palácio
Nos bastidores, chamou atenção o fato de Eduardo da Fonte ter participado de duas reuniões sucessivas com a governadora, nos dias 9 e 12, no Palácio do Campo das Princesas. O gesto foi interpretado por aliados como sinal claro de alinhamento político e possível definição de espaço na chapa majoritária.
Apesar das especulações, Raquel Lyra tem adotado postura cautelosa e evitado antecipar anúncios oficiais, alegando que ainda é cedo para tratar formalmente da composição eleitoral. Nos bastidores, no entanto, a governadora já confirmou que mantém diálogo constante com partidos aliados.
Federação pode enfrentar tensão interna
Eduardo da Fonte preside a Federação União Progressista, que também conta com o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, apontado como possível nome ao Senado em uma eventual composição com o prefeito do Recife, João Campos.
Caso Eduardo consolide sua pré-candidatura na chapa governista, a federação pode enfrentar um cenário de tensionamento interno, já que Miguel Coelho também é visto como nome competitivo dentro do grupo.
Metas ambiciosas do PP
Além da disputa majoritária, o PP em Pernambuco trabalha com metas ousadas para 2026: eleger 17 deputados estaduais e oito deputados federais, ampliando sua força política no Estado.
A reunião do partido deve dar a palavra final sobre os próximos passos e poderá representar um divisor de águas na formação das alianças para o próximo pleito.
O tabuleiro político está em movimento — e cada reunião pode redefinir o jogo.
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