O clima esquentou de vez nos bastidores da direita pernambucana. O deputado federal Coronel Meira (PL) veio a público nesta quinta-feira para protestar contra a confecção e circulação de adesivos, feitos por conta própria, em apoio ao senador Flávio Bolsonaro para a Presidência da República.
Segundo Meira, a iniciativa não foi autorizada pela direção nacional do partido e pode prejudicar o próprio projeto político de Flávio. O deputado afirmou ainda que já procurou o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, alertando que esse tipo de movimentação isolada pode gerar ruídos internos e atrapalhar a estratégia eleitoral.
Recado com endereço certo?
Nos bastidores da política pernambucana, a avaliação é clara: o recado teria destinatário. A classe política comenta que a fala de Meira mira diretamente o ex-ministro Gilson Machado Neto, que vem estimulando a produção e divulgação dos adesivos em apoio a Flávio Bolsonaro.
O gesto, visto por aliados como uma antecipação de palanque e tentativa de protagonismo dentro do PL, acendeu o alerta entre lideranças que defendem alinhamento e estratégia coordenada com a executiva nacional.
Disputa por espaço e liderança
O episódio escancara uma disputa interna por espaço e liderança na direita de Pernambuco. Enquanto um grupo tenta centralizar decisões e manter a linha oficial do partido, outro atua de forma mais independente, apostando na mobilização direta da militância.
O que era tratado como articulação silenciosa agora ganha contornos públicos, revelando um racha que pode impactar diretamente as próximas eleições.
A pergunta que fica nos corredores do poder é: trata-se apenas de um desencontro de estratégia ou estamos diante de uma guerra interna pelo controle do palanque bolsonarista em Pernambuco?
Nos próximos dias, o posicionamento oficial do PL nacional pode definir se o incêndio será contido — ou se a crise vai ganhar proporções ainda maiores.
Deixe um comentário