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Prefeito de Correntes que tentou barrar Carreta da Mulher já teve mandato cassado em primeira instância

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O prefeito do município de Correntes, no Agreste de Pernambuco, Edimilson da Bahia (PT), voltou a ser alvo de críticas e polêmicas. O gestor, que recentemente viralizou nas redes sociais após tentar impedir a chegada da Carreta da Mulher no município, já teve o mandato cassado em primeira instância por denúncia de compra de votos.

Segundo a decisão judicial, Edimilson da Bahia e o vice-prefeito foram condenados por práticas como compra de votos, abuso de poder econômico e uso indevido da máquina pública. O prefeito recorreu da decisão, e o caso segue agora no Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), que deve colocar o processo em pauta nos próximos dias.

A nova controvérsia envolvendo o gestor ganhou repercussão após a divulgação de que a Prefeitura de Correntes teria barrado a Carreta da Mulher, programa do Governo de Pernambuco voltado à realização de exames e atendimentos para a população feminina. Inicialmente, a informação foi negada pelo próprio prefeito em vídeo divulgado nas redes sociais, mas a justificativa apresentada gerou ainda mais indignação.

Edimilson da Bahia afirmou que não firmou parceria com o Governo do Estado porque, segundo ele, apenas 50% das vagas da Carreta seriam destinadas às mulheres do município, enquanto os outros 50% poderiam ser utilizados por adversários políticos. A declaração foi interpretada por muitos como uma postura autoritária e retrógrada, remetendo a práticas do coronelismo político, em que interesses pessoais e eleitorais se sobrepõem ao bem-estar da população.

O episódio causou perplexidade, especialmente por se tratar de um programa que tem como único objetivo agilizar exames e atendimentos de saúde para mulheres. Críticos questionam até que ponto a gestão municipal estaria disposta a ir para perseguir adversários e impor sua vontade política na cidade.

Ainda no sábado, um assessor do prefeito publicou um vídeo afirmando que a gestão não faria parceria com o Governo do Estado, mesmo com mais de cem mulheres na fila de espera por exames. Segundo o relato, essas pacientes estariam sendo levadas em grupos de vinte para a cidade de Garanhuns para realizar procedimentos que poderiam ser feitos na própria cidade, em espaço público e de fácil acesso.

A situação foi classificada como lamentável por moradores e lideranças locais, que acusam o prefeito e seu grupo político de praticarem pura politicagem, colocando disputas eleitorais acima da saúde e do direito das mulheres de Correntes.

Segundo o blog do Silvinho.

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