A prisão do prefeito de Garopaba, Júnior Abreu (PP), durante a Operação Coleta Seletiva, deflagrada pela Polícia Civil de Santa Catarina, ganhou grande repercussão nacional após divulgação por veículos como o Metrópoles. A investigação apura suspeitas de corrupção em contratos ligados à coleta de lixo no município.
Além do prefeito, a operação resultou na prisão preventiva de um servidor público da área de licitações e de um empresário do setor de resíduos sólidos. A ação policial também determinou o afastamento cautelar de dois secretários municipais de Garopaba, bem como o cumprimento de 16 mandados de busca e apreensão em diferentes cidades catarinenses. Houve ainda o sequestro de bens e valores que somam cerca de R$ 1 milhão.
Segundo a 2ª Delegacia de Combate à Corrupção (Decor/Deic), o inquérito identificou a existência de um esquema estruturado de corrupção envolvendo fraudes em processos licitatórios, contratos administrativos e repasses indevidos a agentes políticos. As investigações apontam que as irregularidades teriam começado em 2016 e continuado mesmo após mudanças na administração municipal.
As diligências foram realizadas nos municípios de Garopaba, Pescaria Brava, Laguna e Tubarão. Entre os alvos da investigação estão ainda um ex-prefeito de Garopaba e o atual prefeito de Pescaria Brava, que anteriormente ocupou o cargo de secretário de Administração em cidade vizinha.
Em nota oficial, a Prefeitura de Tubarão esclareceu que não foi alvo da operação e que nenhum servidor, secretário ou gestor do município está envolvido nos fatos apurados. A administração informou ainda que não houve cumprimento de mandados ou ações policiais em dependências do governo municipal e que os serviços públicos seguem funcionando normalmente, reafirmando o compromisso com a transparência e o devido processo legal.
Já a Prefeitura de Garopaba informou que tomou conhecimento da operação na manhã desta quinta-feira e que aguarda acesso oficial aos autos para compreender integralmente o conteúdo das investigações.
Os detidos foram encaminhados ao Presídio Regional de Tubarão, onde permanecem à disposição da Justiça. O caso segue em investigação e reacende o debate sobre fiscalização, contratos públicos e combate à corrupção nas administrações municipais.
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