A prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) tem gerado fortes reações dentro do chamado “núcleo raiz” do bolsonarismo, que passou a criticar abertamente governadores de direita considerados omissos diante do cenário político atual.
Reação do clã Bolsonaro
O vereador carioca Carlos Bolsonaro (PL) fez uma postagem nas redes sociais, posteriormente repostada pelo deputado Eduardo Bolsonaro (PL), na qual classificou alguns governadores como “ratos” e “cúmplices covardes”. A crítica teria como alvo nomes como o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) – afilhado político do ex-presidente – e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que lançou oficialmente sua pré-candidatura à Presidência da República no último fim de semana.
Para aliados do clã, o momento escolhido para movimentações eleitorais foi considerado inadequado, já que Bolsonaro enfrenta medidas judiciais.
Apoio de líderes religiosos
O pastor Silas Malafaia, um dos principais organizadores de atos em defesa de Bolsonaro, endossou as críticas. Em entrevista, declarou que os presidenciáveis de direita que necessitam do eleitorado bolsonarista em 2026 estão sendo omissos em relação ao que acontece no país.
Malafaia também se referiu à indignação de Carlos Bolsonaro, afirmando que o vereador vê o pai em condição frágil e sem reação política proporcional contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), responsável por processos envolvendo aliados bolsonaristas.
Polarização e disputa de espaço
As declarações expõem um racha dentro da direita, com críticas internas justamente em um momento de reorganização política visando as eleições de 2026. Enquanto parte dos governadores busca consolidar projetos eleitorais, o núcleo mais próximo de Bolsonaro cobra lealdade e união em torno do ex-presidente, visto como vítima de perseguição judicial por seus apoiadores.
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