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Justiça concede prisão domiciliar a Flávio do Cartório, investigado em esquema milionário de emendas

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A Justiça de Pernambuco concedeu prisão domiciliar ao vereador Flávio Henrique do Rêgo Souza, conhecido como Flávio do Cartório (PSD), investigado no âmbito da Operação Alvitre, deflagrada pela Polícia Civil de Pernambuco. A decisão foi tomada pelo Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) e publicada nesta segunda-feira (19).

Flávio do Cartório e o vereador Professor Eduardo (PSD) foram presos em flagrante no dia 18 de novembro, sob suspeita de lavagem de dinheiro. Segundo a Polícia Civil, com os dois foram encontrados R$ 17 mil em espécie, além de anotações que indicariam um possível controle mensal relacionado a esquema de “rachadinha”.

Na audiência de custódia, o TJPE decidiu pela liberdade provisória dos vereadores. No entanto, Flávio do Cartório permaneceu preso à época por já existir contra ele outro mandado de prisão preventiva, também relacionado à Operação Alvitre.

De acordo com as investigações, Flávio é apontado como proprietário de uma associação que teria recebido cerca de R$ 12 milhões em emendas parlamentares ao longo de três anos. A Polícia Civil também apura o repasse total de aproximadamente R$ 39 milhões, por meio de emendas, ao Instituto de Gestão em Políticas Públicas do Nordeste (IGPN), sediado em Ipojuca, no Grande Recife.

Segundo o delegado Ney Luiz Rodrigues, responsável pelo inquérito, Flávio do Cartório também seria proprietário do Instituto Filhos de Ipojuca, uma das entidades investigadas no esquema.

Com a concessão da prisão domiciliar, o vereador deverá cumprir medidas cautelares, entre elas:

  • uso de tornozeleira eletrônica;
  • proibição de acesso ou frequência à Câmara Municipal de Ipojuca, à Prefeitura e às associações investigadas;
  • proibição de contato, por qualquer meio, com outros investigados e testemunhas;
  • afastamento da função pública.

Ao todo, as duas fases da Operação Alvitre resultaram no cumprimento de 10 mandados de prisão e 40 mandados de busca e apreensão. As investigações seguem em andamento para apurar o destino dos recursos públicos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

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