A chuva que atingiu Igarassu neste domingo (12) não foi suficiente para esvaziar o Centro Mariápolis Santa Maria. O local recebeu o segundo dia da Imersão Fábrica de Influenciadores, um evento organizado pela prefeitura de Igarassu, por meio da secretaria de Comunicação, com apoio da empresa Dulino.
A programação durou das 8h às 18h e reuniu especialistas em redes sociais, inteligência artificial, redação, storytelling e direção de arte. O público, composto por pessoas de todas as idades, buscava desde os primeiros passos no ambiente digital até o aperfeiçoamento de técnicas profissionais.
O evento foi estruturado em painéis dinâmicos e práticos. A proposta foi oferecer uma visão realista e profissionalizante do mercado da comunicação digital, fugindo das promessas de sucesso fácil e focando em estratégia, constância e geração de valor.
*Painéis da manhã focados em inteligência artificial*
A programação começou com a palestra “Minha Jornada Digital”, ministrada pelo jornalista Jota Júnior. Com uma abordagem direta, ele desmistificou o enriquecimento instantâneo nas redes sociais.
“Ninguém fica rico com o Instagram [de forma fácil]”, afirmou explicando que o alcance depende de estratégia e leitura de algoritmos. Ele detalhou sua rotina intensa, dividida entre TV, rua e edição, provando que o sucesso exige disciplina.
Em seguida, o “Painel de Redes Sociais” trouxe Caroline Rodrigues, conhecida como Carol. A secretária executiva de Comunicação caminhou pelo auditório e interagiu com a plateia para defender que “social media não é só postar”.
Carol propôs três perguntas base para qualquer planejamento: onde quero chegar, quem quero atingir e como vou fazer isso. “Quem só posta ocupa espaço, quem planeja gera resultado e dinheiro”, resumiu.
A manhã seguiu com Anselmo Albuquerque falando sobre Inteligência Artificial (IA). Ele explicou que a IA é uma ferramenta que depende da clareza humana. “O prompt é o pedido que a gente faz”, definiu.
Anselmo provocou o público ao afirmar que, quando o resultado gerado pela máquina é ruim, “a IA tem 2% de culpa e 98% da culpa é da gente”, devido à falta de contexto oferecido.
O último painel antes do almoço foi conduzido por Alex Moriá, locutor, apresentador, publicitário e secretário de Comunicação de Igarassu. Alex debateu sobre Storytelling e Oratória.
Ele relembrou sua trajetória começando em uma rádio comunitária, varrendo o chão e aprendendo a digitar num computador às madrugadas.
Essa dedicação o levou a alcançar espaços de destaque, assinando campanhas para gigantes como Honda e McDonald’s. Ele utiliza as próprias experiências para demonstrar, na prática, que boas histórias são capazes de gerar conexão imediata e transformar o ato de comunicar em verdadeiro poder de influência.
“Iniciei minha jornada aos 14 anos. Mesmo com os obstáculos do passado, firmei minha caminhada na fé e no princípio do ‘crer, querer e obedecer’, sempre focado nas metas que desejava atingir”, pontuou.
*Painéis da tarde falaram sobre redação, arte e audiovisual*
Peixoto Rezende (Erick Nascimento) abriu os painéis da tarde, narrando sua transição de taxista no Recife para comunicador digital. Ele afirmou que “a rede social transformou a minha vida”, mas destacou que o humor foi apenas a porta de entrada.
O crescimento, segundo ele, exigiu estudo de métricas e entrega de valor real. “Quando você se destaca, faz algo diferente e inovador, aí é onde está o segredo”, defendeu.
O “Painel de Redação” reuniu as jornalistas Taís Paranhos e Chris Huggins (secretária executiva de Imprensa), além de Rodolfo Kosta, do renomado Portal de Prefeitura.
Taís Paranhos levou um bloquinho de papel para a frente do palco e defendeu a humanização. “Não são apenas cliques ou números. Antes de sermos consumidores, somos seres humanos”, refletiu.
Rodolfo Kosta complementou as falas de Chris e Taís com a técnica do lead jornalístico: quem, quando, onde, como e por quê, garantindo que a informação básica sempre chegue ao leitor de forma clara.
A programação visual ficou a cargo de Eduardo Rodrigues, que falou sobre Direção de Arte e sua paixão por fazer animações. Ele revelou que seu interesse pelo design surgiu de forma descontraída, criando “bandeirões” para torcidas organizadas dentro do jogo virtual Habbo Hotel.
Essa experiência prática na juventude o levou, anos depois, a atender gigantes como Fiat e Oi.
O último ciclo do evento focou na produção de vídeos. Gabriel Souza, criador audiovisual de 22 anos, deu uma aula de improviso e edição com CapCut. Ele usou o humor para relatar os perrengues das produções independentes feitas com celular.
Gabriel cravou uma das frases mais aplaudidas do dia: “Nunca faça nada de graça”. Ele explicou que o conceito de “graça” não se limita ao pagamento em dinheiro, mas engloba oportunidades, visibilidade e construção de autoridade.
No fim, houve o aguardado sorteio de um equipamento profissional de última geração para os influenciadores: um iPhone ProMax 17 lacrado.
A Imersão encerrou à noite, deixando a Fábrica de Influenciadores na memória dos presentes como um espaço de formação e oportunidades, reflexão estratégica para a nova geração de comunicadores da região e uma gigante rede de contatos.
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