Segundo informações de primeira mão obtidas por fontes com trânsito direto na cúpula do PT em Pernambuco, o partido não deverá formar aliança com o prefeito do Recife, João Campos (PSB), no primeiro turno das eleições. A tendência, de acordo com os relatos, é que o PT apresente uma candidatura própria, marcando um reposicionamento estratégico no cenário estadual.
As articulações estão em estágio avançado e uma reunião decisiva em Brasília já está sendo costurada para os próximos dias. O encontro deve reunir lideranças nacionais e estaduais da sigla e terá como objetivo “bater o martelo” sobre o rumo que o partido tomará em Pernambuco.
Ainda segundo as fontes, o principal fator que impulsiona essa mudança de postura é o desgaste político enfrentado por João Campos, que vem acumulando crises e escândalos com forte repercussão, especialmente nos últimos meses. Internamente, dirigentes petistas avaliam que uma aliança neste momento poderia contaminar o discurso do partido e comprometer o projeto eleitoral da legenda no estado.
Nos bastidores, cresce a leitura de que o PT precisa retomar protagonismo, fortalecer sua identidade e apresentar ao eleitorado um projeto próprio, sem depender de alianças que hoje são vistas como arriscadas e politicamente frágeis. A avaliação é de que o cenário mudou e que o capital político de João Campos já não oferece a mesma segurança de outros períodos.
Caso a decisão seja confirmada em Brasília, o movimento representará um duro golpe para o PSB e poderá redefinir completamente o tabuleiro eleitoral em Pernambuco, abrindo espaço para novas alianças e intensificando a disputa já no primeiro turno.
A expectativa é que, após a reunião nacional, o PT se pronuncie oficialmente. Até lá, o clima é de tensão, cautela e articulações intensas nos bastidores.
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