Disputar uma vaga na Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) ou uma das 25 cadeiras destinadas ao estado na Câmara dos Deputados é um desafio cada vez mais complexo, envolvendo múltiplos fatores — com destaque para o econômico, apontado por especialistas como um dos mais determinantes para a competitividade nas eleições de 2026.
Com um número limitado de vagas e uma grande quantidade de pré-candidatos, o consenso entre analistas políticos é de que campanhas viáveis exigem investimentos financeiros elevados, sobretudo em estados com forte disputa eleitoral como Pernambuco.
No fim de setembro, o Congresso Nacional anunciou que o Fundo Especial de Financiamento de Campanha (Fundo Eleitoral) será de R$ 4,9 bilhões, repetindo o mesmo montante das eleições de 2022. Do total, R$ 3,9 bilhões serão provenientes de emendas de bancada e R$ 1 bilhão de cortes em despesas não obrigatórias do Orçamento da União.
Segundo estrategistas eleitorais ouvidos pelo Portal Das Cidades PE, em Pernambuco os custos de campanha são ainda mais altos devido ao tamanho do eleitorado, à competitividade regional e à força das grandes chapas partidárias. Uma campanha considerada competitiva para deputado estadual pode variar entre R$ 8 milhões e R$ 12 milhões, dependendo do partido e da estrutura política do candidato.
Já para a Câmara Federal, os valores sobem de forma significativa. Especialistas apontam que uma campanha competitiva para deputado federal em Pernambuco gira hoje em torno de R$ 18 milhões a R$ 20 milhões, especialmente entre partidos de grande porte, os chamados “chapões”, que concentram recursos, tempo de televisão e lideranças com forte capilaridade eleitoral.
Na prática, os números reforçam um cenário onde o poder econômico tem peso decisivo, tornando o acesso aos fundos partidário e eleitoral, bem como o apoio das direções nacionais dos partidos, fatores estratégicos para quem deseja disputar uma vaga no Legislativo em 2026.
Deixe um comentário