O vereador do Recife Eduardo Moura (oposição) fez duras críticas ao prefeito João Campos (PSB) e afirmou que o discurso do gestor sobre a suposta fraude em concurso público “não passa de uma grande mentira”. Segundo o parlamentar, há provas claras de tratamento desigual em casos semelhantes envolvendo a gestão municipal.
Durante pronunciamento, Eduardo Moura relembrou um episódio ocorrido em 2024, em um concurso para Agentes Comunitários de Saúde, no qual uma candidata, após realizar a prova, apresentou um laudo de Pessoa com Deficiência (PCD). Na ocasião, segundo o vereador, a Prefeitura do Recife alegou “imoralidade” e impediu a candidata de assumir o cargo, mesmo com a documentação médica apresentada.
Já no caso recente envolvendo o filho de um juiz, que também teria apresentado laudo PCD após o concurso, a postura da gestão foi completamente diferente. O prefeito João Campos classificou as denúncias como “politização do caso”, minimizando as críticas e defendendo a legalidade do procedimento.
Para Eduardo Moura, a comparação expõe uma contradição grave e levanta suspeitas sobre dois pesos e duas medidas adotados pela administração municipal.
“Quando é um cidadão comum, a Prefeitura fala em imoralidade. Quando envolve o filho de um juiz, o prefeito diz que é perseguição política”, disparou o vereador.
O parlamentar afirmou ainda que o caso reforça a necessidade de investigação rigorosa, transparência e tratamento igualitário para todos os candidatos, independentemente de influência ou posição social.
A denúncia ganhou forte repercussão nas redes sociais e deve continuar no centro do debate político no Recife, aumentando a pressão sobre a gestão João Campos e reacendendo questionamentos sobre a condução de concursos públicos na capital pernambucana.
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