A decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes, que resultou no trancamento de investigações relacionadas à gestão municipal do Recife, voltou ao centro do debate político após declarações do prefeito João Campos (PSB) à imprensa nacional.
A polêmica ganhou força depois que veio a público a informação de que a petição apresentada ao STF teria sido protocolada pelo Partido Socialista Brasileiro (PSB), legenda presidida nacionalmente pelo próprio prefeito, e subscrita por integrantes da gestão municipal. A divulgação reacendeu questionamentos de opositores, que acusam o gestor de tentar se afastar da responsabilidade política pela iniciativa.
Em entrevista, João Campos afirmou que a movimentação teria partido de secretárias municipais, sem articulação direta dele. No entanto, críticos apontam contradição, destacando que a ação também teria sido apresentada pelo partido ao qual o prefeito é ligado, ampliando o debate sobre o grau de envolvimento da administração municipal.
Outro ponto que tem repercutido é um vídeo divulgado pelo prefeito em que reafirma não tolerar corrupção, o que gerou reações de opositores, que alegam incoerência entre o discurso e a estratégia jurídica adotada para barrar investigações.
Enquanto aliados defendem que a iniciativa foi legítima e dentro do direito de defesa institucional, opositores afirmam que a situação levanta dúvidas sobre transparência e responsabilidade política.
A controvérsia segue alimentando discussões nas redes sociais e nos bastidores da política pernambucana, transformando o episódio em mais um capítulo da disputa política local, especialmente em um cenário de pré-movimentação eleitoral para os próximos anos.
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