A Polícia Civil de Pernambuco reuniu áudios, conversas de WhatsApp e documentos bancários que, segundo as investigações, apontam um suposto esquema de extorsão atribuído ao deputado estadual eleito Emerson Freitas (MDB). O material faz parte do chamado Caso Espelho Turvo e foi apresentado em uma coletiva de imprensa realizada nesta sexta-feira (6).
De acordo com a investigação, Emerson teria utilizado sua influência nas redes sociais, onde possui mais de um milhão de seguidores, para exigir pagamentos de presos e familiares em troca da retirada de publicações negativas.
Entre os registros analisados está uma conversa de outubro de 2024, na qual um interlocutor pergunta se determinada publicação seria apagada. A resposta atribuída ao parlamentar é “vou”, seguida de uma referência a um suposto acordo. Na sequência, a outra pessoa afirma: “Acabei de dar 20k”.
A investigação também aponta cobranças mensais de R$ 2 mil. Em um dos áudios divulgados, uma fala atribuída ao deputado eleito diz: “Manda ele mandar sete, sete”.
Segundo a Polícia Civil, os pagamentos teriam ocorrido em dinheiro ou por transferências para contas de terceiros. Rizelly da Silva Santos também foi indiciada por suspeita de lavagem de dinheiro, sob a alegação de que teria disponibilizado contas para receber valores destinados a Emerson.
Outro ponto levantado pela investigação envolve supostas promessas de influência junto a um magistrado para interferir em processos criminais. A polícia afirma que essa proximidade alegada não correspondia à realidade.
A defesa de Emerson Freitas nega as acusações e questiona procedimentos da investigação. A prisão preventiva foi substituída por medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica. O mérito do processo ainda não foi julgado, e as acusações seguem sob apuração judicial.
O caso ganha repercussão em Pernambuco diante da gravidade das suspeitas envolvendo um deputado estadual eleito.
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