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União Progressista articula espaço no governo Lula, mas apoio a Flávio Bolsonaro em Pernambuco expõe divergências políticas

Enquanto dirigentes do União Brasil e do PP apresentam nomes para ocupar ministérios, posicionamentos de Miguel Coelho e Eduardo da Fonte evidenciam diferenças dentro da federação.

A movimentação da federação União Progressista nos bastidores de Brasília começa a revelar contradições políticas entre suas lideranças. Enquanto representantes do União Brasil e do Progressistas (PP) articulam espaços no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em Pernambuco integrantes das duas siglas adotaram posicionamentos diferentes durante a disputa presidencial de 2026.

Segundo informações divulgadas pelo portal Metrópoles e repercutidas pelo Blog Junior Campos neste domingo (1º), dirigentes da federação apresentaram ao Palácio do Planalto nomes de parlamentares considerados próximos ao governo federal para ocupar ministérios.

Entre os nomes mencionados pelo União Brasil estão os deputados federais Moses Rodrigues, do Ceará, e Pedro Lucas Fernandes, do Maranhão. Este último chegou a ser convidado para assumir o Ministério das Comunicações em 2025, mas recusou a indicação.

Pelo Progressistas, o nome sugerido é o da senadora Daniella Ribeiro, da Paraíba, mãe do governador Lucas Ribeiro e irmã do deputado federal Aguinaldo Ribeiro, parlamentar que mantém proximidade política com o governo Lula.

Pernambuco expõe divergências dentro da federação

Em Pernambuco, a movimentação nacional ganha contornos ainda mais delicados. Uma das principais lideranças do União Brasil no estado, o ex-prefeito de Petrolina Miguel Coelho, declarou apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial de 2026.

Já o deputado federal Eduardo da Fonte, uma das principais lideranças do Progressistas em Pernambuco, adotou uma postura de neutralidade durante a disputa. Em declaração à Rádio Jornal, afirmou que seu compromisso político era com Pernambuco, evitando manifestar apoio a qualquer um dos candidatos.

O cenário evidencia os desafios da federação para conciliar interesses regionais e nacionais. De um lado, integrantes das legendas buscam ampliar a participação na estrutura do governo Lula. Do outro, lideranças estaduais mantêm posições políticas distintas, inclusive de apoio à oposição.

A principal questão agora é como a União Progressista conseguirá administrar essas diferenças diante das negociações por espaços no governo federal e das futuras articulações políticas em Pernambuco.
Até o momento, os nomes mencionados são tratados como sugestões nas negociações políticas, sem confirmação de nomeações ministeriais.

Portal das Cidades PE — Com informações do Metrópoles e do Blog Junior Campos.

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