O Comando da Aeronáutica negou um pedido de acesso aos planos de voo de um jato Falcon 7X, de prefixo PS-FST, ligado ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master.
A solicitação abrangia o período de 10 a 20 de novembro de 2025, quando Vorcaro foi preso no Aeroporto de Guarulhos enquanto se preparava para embarcar rumo a Malta, na Europa.
Para justificar a negativa, a Aeronáutica alegou que os itinerários poderiam revelar informações pessoais de dirigentes, sócios e usuários da aeronave, permitindo reconstruir seus deslocamentos.
A decisão foi fundamentada no artigo 31 da Lei de Acesso à Informação (LAI), que prevê restrições ao acesso a dados pessoais relacionados à intimidade e à vida privada por até 100 anos.
O caso reacende o debate sobre transparência na administração pública e os limites do sigilo em informações que podem ter interesse público, especialmente quando envolvem figuras ligadas a investigações financeiras.
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