A campanha de Raquel Lyra (PSD) acionou o Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE) após afirmar ter identificado uma rede de 987 perfis no Instagram que estaria atuando de forma coordenada durante a campanha eleitoral.
Segundo a petição apresentada pela coligação, os perfis seriam contas recentes, fechadas ou de identidade não verificável, que reagiriam a pesquisas, reportagens e debates e publicariam conteúdos favoráveis a João Campos (PSB) ou críticas a Raquel Lyra. As informações são apresentadas pela própria coligação e ainda dependem de apuração da Justiça Eleitoral.
De acordo com o levantamento citado na ação, 184 das contas catalogadas continuavam ativas e, entre elas, 174 teriam sido criadas em setembro de 2026. A campanha também afirma que aproximadamente 72% haviam alterado o nome de usuário.
Outro dado apresentado na petição diz respeito à madrugada posterior ao debate da TV Globo. Segundo a coligação, 151 contas recém-criadas fizeram 3.488 comentários em 52 publicações de 18 páginas. A análise apresentada aponta ainda que cerca de 85% dos comentários utilizavam 159 frases repetidas.
A campanha pede ao TRE-PE que determine a preservação dos dados das contas, comentários, respostas e curtidas, além da identificação dos responsáveis por 219 perfis e da suspensão temporária de algumas contas. O objetivo, segundo a petição, é permitir a investigação sobre eventual atuação coordenada no ambiente digital.
Até o momento, trata-se de uma alegação apresentada à Justiça Eleitoral, e a existência de uma estrutura coordenada e a eventual responsabilidade dos titulares das contas ainda precisam ser apuradas no processo
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