Foi revelado que o autor do acionamento ao Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando medidas a respeito do salário de procuradora concursada da governadora e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), partiu de um núcleo político ligado a João Campos (PSB). O estranhamento inicial causado pelo pedido ao STF ter sido feito pelo Sindicato dos Profissionais Auxiliares e Técnicos de Enfermagem de Pernambuco (Satenpe), descortinou algo ainda maior.
O presidente da entidade, Francis Hebert (PCdoB), é candidato a deputado federal, e não esconde, nas redes sociais, seu apoio público a João Campos, além de publicações críticas a Raquel. O homem recebeu, inclusive, uma doação do PSB para o financiamento de sua campanha, o que escancara a proximidade. Herbert também foi candidato a vereador em 2024 pelo mesmo partido, já junto à Frente Popular.
É claro que questionamentos podem ser feitos por qualquer cidadão, mas o vínculo de natureza política e a vida pregressa do sindicalista mostram que não há qualquer neutralidade ou imparcialidade, e o acionamento ao Supremo tem o claro intuito de gerar factóides e tumultuar o processo eleitoral, através de uma matéria que é legal e constitucional, inclusive com deputados e políticos do PSB se utilizando desta mesma prerrogativa para provimento de salários originários de vínculo com o funcionalismo público.
A Lei Estadual nº 18.139/2023 segue em vigor e é constitucional. Ela garante a servidores públicos em mandato eletivo o direito de optar pela remuneração do cargo efetivo. Foi esse o caminho escolhido por Raquel Lyra ao assumir o Governo de Pernambuco: abriu mão do subsídio de governadora e recebeu, ao longo de todo o mandato, apenas o salário do cargo de procuradora do Estado, conquistado por concurso público. Não houve acumulação de remunerações. Qualquer informação diferente disso é fake news e visa apenas tumultuar o processo eleitoral
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