A discussão levantada por João Campos sobre a opção remuneratória da governadora Raquel Lyra ganhou um novo ingrediente após publicação do jornalista Ricardo Antunes envolvendo Sileno Guedes, presidente estadual do PSB, partido de João.
Segundo as informações divulgadas pelo jornalista, Sileno, quando exercia mandato parlamentar, teria optado por receber a remuneração referente ao seu vínculo efetivo com o Tribunal de Contas do Estado de Pernambuco (TCE-PE), em vez do salário parlamentar.
A publicação aponta que Sileno recebia cerca de R$ 39 mil brutos como servidor do TCE, enquanto a remuneração parlamentar seria de aproximadamente R$ 34 mil brutos. Sileno ingressou no Tribunal por concurso público em 1991 e se aposentou da Corte de Contas em abril de 2025, após 34 anos de serviço, segundo o relato publicado.
O episódio chama atenção justamente porque João Campos vem questionando Raquel Lyra por optar pela remuneração correspondente ao cargo efetivo de procuradora do Estado, em vez do subsídio de governadora.
Com a revelação envolvendo o próprio presidente estadual do PSB, adversários podem cobrar de João uma explicação sobre a diferença entre as duas situações. Se considera irregular ou inadequada a escolha feita por Raquel, qual é sua posição sobre a opção semelhante atribuída a Sileno Guedes?
Até o momento, a publicação apresentada pelo jornalista não registra uma manifestação de João Campos especificamente sobre o caso de Sileno. Por isso, o novo episódio amplia o debate e coloca no centro da campanha uma pergunta que deverá ser respondida: o mesmo critério utilizado para questionar Raquel Lyra será aplicado a um dos principais dirigentes do próprio PSB?
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