A quebra de sigilo no caso envolvendo o Banco Master revelou a íntegra de um contrato firmado entre a instituição financeira e o escritório Barci de Moraes, pertencente à advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Segundo os documentos divulgados, o acordo previa 36 parcelas mensais, com valor bruto de aproximadamente R$ 3,6 milhões cada, chegando a R$ 131,2 milhões ao longo do período. Considerados os impostos, o valor líquido previsto era de cerca de R$ 108 milhões.
Os pagamentos deveriam ser realizados até o quinto dia útil de cada mês. O contrato também estabelecia multa de 10% sobre a fatura em caso de atraso superior a 15 dias, além de juros de 1% ao mês.
De acordo com informações divulgadas a partir da investigação, o contrato vigorou entre 2024 e novembro de 2025, quando o Banco Master foi liquidado. O escritório afirmou ter prestado serviços de consultoria e atuação jurídica ao banco e informou que não atuou em processos da instituição no STF.
A existência do contrato, por si só, não comprova irregularidade ou crime. O caso segue sendo analisado pelas autoridades, em meio às investigações relacionadas ao Banco Master.
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