A campanha da governadora Raquel Lyra (PSD) reagiu nesta quinta-feira (27) à ofensiva jurídica anunciada pela Frente Popular, coligação que apoia João Campos (PSB), envolvendo acusações sobre um suposto “gabinete do ódio” dentro do Governo de Pernambuco.
Em nota, a campanha de Raquel classificou as acusações como uma “denúncia sem provas” e afirmou que poderá adotar medidas judiciais contra quem responsabilizar pela disseminação das acusações.
A reação ocorreu após advogados da Frente Popular anunciarem que pretendem levar o caso a diferentes órgãos de investigação e controle. Entre as medidas anunciadas está uma Ação de Investigação Judicial Eleitoral (AIJE) no Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (TRE-PE), além de representações a órgãos como CGU, TCU, TCE-PE e Ministérios Públicos.
A campanha de Raquel também ressaltou que a governadora determinou a exoneração do servidor envolvido assim que tomou conhecimento da conduta atribuída a ele, além de ordenar a apuração dos fatos.
“A campanha de Raquel Lyra é feita à luz do dia, com nome, rosto e assinatura. Foi a governadora quem, diante da conduta de um servidor, determinou sua exoneração imediata e a apuração dos fatos”, afirmou a campanha, segundo o texto divulgado.
Em outro trecho, a defesa de Raquel elevou o tom contra os adversários e afirmou que o PSB estaria substituindo o debate de propostas por acusações.
“Quem não tem trabalho convoca a imprensa”, diz a reação da campanha, que ainda sustenta que as ações anunciadas pela Frente Popular estariam baseadas em uma denúncia sem provas.
O episódio aumenta a temperatura da disputa pelo Governo de Pernambuco e indica que, além das ruas e do debate político, o confronto entre as duas principais campanhas também deverá avançar para o campo jurídico.
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