Cerca de 600 funcionários de unidades da Drogasil no Grande Recife teriam sido impedidos de se sentar durante o expediente, segundo estimativa do Sindicato dos Farmacêuticos no Estado de Pernambuco (Sinfarpe). A situação é alvo de uma Ação Civil Pública movida pelo Ministério Público do Trabalho em Pernambuco (MPT-PE), que solicita, entre outras medidas, uma indenização de R$ 2 milhões.
Segundo o MPT-PE, a ação aponta possíveis irregularidades relacionadas às condições ergonômicas de trabalho nas unidades da rede em Pernambuco. A determinação para que os funcionários permanecessem em pé teria ocorrido mesmo em momentos em que não havia atendimento ao público.
O sindicato afirma que recebe denúncias sobre a prática há cerca de quatro anos e que já teria tentado apoiar uma ação contra a empresa, mas que o processo não avançou, segundo a entidade, por receio dos trabalhadores.
A medida apresentada pelo MPT-PE tramita na Justiça do Trabalho do Recife e inclui pedido de tutela de urgência para que a empresa garanta aos trabalhadores o uso efetivo de assentos e pausas para descanso durante a jornada.
Em caso de descumprimento, o Ministério Público pede multa de R$ 20 mil por obrigação violada, além de R$ 2 mil por trabalhador prejudicado.
A indenização solicitada deverá ser destinada a fundos ou instituições com finalidade social, conforme determinação da Justiça.
Em nota, a Drogasil informou que ainda não foi citada na ação pela Justiça do Trabalho de Pernambuco. A empresa afirmou que, quando for oficialmente citada, avaliará os argumentos apresentados pelo MPT e prestará os esclarecimentos necessários no processo.
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