A disputa pelas duas vagas de Pernambuco no Senado começa a ganhar contornos mais apertados. Marília Arraes (PDT), Humberto Costa (PT) e Mendonça Filho (PL) aparecem entre os principais nomes, mas os levantamentos mais recentes indicam situações diferentes para cada candidatura.
Nesta quarta-feira (12), pesquisa do Instituto Múltipla divulgada pela imprensa colocou Marília na liderança, com 27%, seguida por Humberto, com 19%, e Mendonça, com 15%. Portanto, nesse levantamento, Mendonça aparece quatro pontos atrás do petista. (Ricardo Antunes)
Outros institutos também mostram uma disputa competitiva. A Genial/Quaest divulgada recentemente apontou Marília com 19%, Humberto com 12% e Mendonça com 8% em um dos cenários. (Exame) Já levantamento anterior da Real Time Big Data havia colocado Humberto e Mendonça em situação de empate técnico pela segunda colocação. (Brasil no Centro)
Mendonça mira a segunda vaga
Os números disponíveis não permitem afirmar que Pernambuco necessariamente elegerá “um senador da esquerda e outro da direita”. Entretanto, mostram que Mendonça está suficientemente próximo para transformar a segunda vaga em uma disputa aberta, sobretudo porque ainda há campanha pela frente e duas escolhas para o Senado.
Marília, até agora, apresenta uma posição mais confortável: aparece na liderança em diferentes levantamentos. No Datafolha mais recente encontrado, por exemplo, ela registrou 18%, contra 15% de Humberto. (Brasil no Centro)
Isso coloca uma questão política importante para a Frente Popular: como administrar duas candidaturas que disputam parte de um eleitorado semelhante enquanto Mendonça tenta consolidar um voto mais identificado com a direita e a oposição ao PT?
PT terá um desafio estratégico
Humberto Costa busca a reeleição e ocupa uma das cadeiras pernambucanas no Senado desde 2011. (JOTA Jornalismo) Por isso, caso Mendonça continue avançando nas pesquisas, a preservação da candidatura do petista tende a ganhar importância estratégica para seu partido.
Isso, porém, não significa que o PT possa simplesmente transferir votos de Marília para Humberto. O eleitor dispõe de dois votos para senador, e o comportamento das candidaturas, alianças e eleitores pode produzir combinações diferentes.
Também seria precipitado afirmar que o PT tentará impedir Marília de obter mais votos que Humberto. Até o momento, os dados disponíveis mostram outra realidade: Marília permanece à frente, enquanto a pressão eleitoral mais imediata recai sobre a disputa envolvendo Humberto e Mendonça.
A pergunta que começa a movimentar os bastidores
Se Mendonça conseguir transformar o atual crescimento em votos e alcançar uma das duas primeiras posições, alguém entre os atuais líderes inevitavelmente ficará de fora.
Hoje, pelas pesquisas disponíveis, não é possível cravar quem perderia essa vaga. Marília parte de uma posição numericamente mais sólida, enquanto Humberto aparece mais próximo de Mendonça em diferentes levantamentos.
É justamente essa distância que deverá ser observada nas próximas pesquisas. Se diminuir, a eleição pernambucana para o Senado poderá deixar de ser uma disputa com dois favoritos claros e passar definitivamente a ter três candidaturas fortes brigando por apenas duas cadeiras.
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