O Brasil registrou, em 2025, o maior número de feminicídios desde a criação desse tipo penal, em 2015. De acordo com o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, foram contabilizados 1.571 casos, representando um aumento de 4% em relação a 2024, quando houve 1.504 registros.
Os dados apontam que a taxa nacional chegou a 1,4 feminicídio para cada 100 mil mulheres, o equivalente a uma média de aproximadamente quatro vítimas por dia. O levantamento também destaca que o feminicídio foi a única categoria de crime que apresentou crescimento contínuo no período analisado.
Além das mortes, o anuário registrou 4.189 tentativas de feminicídio e informou que 70 mulheres assassinadas possuíam medidas protetivas ativas, evidenciando os desafios enfrentados pelos órgãos de proteção e segurança pública para evitar que a violência resulte em mortes.
A série histórica mostra crescimento dos registros nos últimos anos. Em 2023 foram contabilizados 1.475 casos, em 2024 o número subiu para 1.504 e, em 2025, chegou a 1.571. Dados preliminares do Ministério da Justiça também indicam que o primeiro trimestre de 2026 registrou 399 vítimas, alta de 7,5% em comparação ao mesmo período do ano anterior.
Entre os estados, o Amapá apresentou a maior variação proporcional na taxa de feminicídios, seguido pelo Rio Grande do Norte, conforme o levantamento.
Especialistas afirmam que os números reforçam a necessidade de ampliar políticas públicas de prevenção à violência contra a mulher, fortalecer a rede de atendimento às vítimas e garantir maior efetividade na aplicação das medidas protetivas, com o objetivo de reduzir os índices e evitar novas tragédias.
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