A Polícia Federal (PF) concluiu que o ex-presidente do INSS Alessandro Stefanutto recebia, segundo as investigações, pagamentos mensais de R$ 250 mil de entidades envolvidas no esquema de fraudes relacionadas a descontos associativos aplicados em benefícios de aposentados e pensionistas.
A informação consta em relatório da PF que indiciou Stefanutto e outras 47 pessoas no âmbito da Operação Sem Desconto. De acordo com a investigação, o ex-presidente do INSS seria identificado pelo apelido de “Italiano” em agendas encontradas nos celulares de outros investigados. Trocas de mensagens analisadas pelos investigadores também fariam referência a pagamentos e confirmações de recebimentos.
A defesa de Alessandro Stefanutto informou que pretende solicitar ao Supremo Tribunal Federal (STF) a revogação da prisão preventiva após a conclusão do primeiro inquérito da Operação Sem Desconto e o encaminhamento do relatório final da Polícia Federal ao ministro André Mendonça.
Segundo a defesa, o encerramento dessa etapa da investigação representa um novo momento processual e justificaria uma reavaliação da medida cautelar, considerando que o inquérito foi concluído e deverá ser submetido à análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O caso segue sob análise das autoridades competentes, e as conclusões da investigação ainda estão sujeitas aos desdobramentos do processo judicial e ao exercício do direito de defesa dos envolvidos.
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