A morte do auditor Otacílio Prates, de 46 anos, transformou-se em um alerta sobre os impactos do vício em apostas esportivas. O caso veio a público após sua irmã, a advogada e auditora do Tribunal de Contas da Bahia, Juliana Prates, relatar que encontrou o irmão sem vida em dezembro de 2025, após um episódio de suicídio.
Ao acessar o celular de Otacílio, a família identificou diversas contas em plataformas de apostas e transferências via Pix que ultrapassavam R$ 109 mil. Com o avanço das investigações e da análise da situação financeira, foi constatado que as dívidas totais chegavam a aproximadamente R$ 1,5 milhão.
Segundo Juliana, os familiares desconheciam que o auditor enfrentava dependência em apostas. Nos meses anteriores à tragédia, ele apresentou mudanças significativas de comportamento, tornando-se mais irritado, passando longos períodos no celular e recorrendo a empréstimos, alegando prejuízos financeiros relacionados a investimentos.
Após a perda do irmão, Juliana passou a atuar na conscientização sobre a ludopatia — transtorno relacionado ao vício em jogos e apostas. Ela também participou de iniciativas para restringir a publicidade de casas de apostas durante eventos públicos na Bahia e ajudou a criar, junto com a família, o Instituto OTA (Orientação, Transformação e Amparo), voltado à prevenção e ao apoio às pessoas afetadas pelo vício em jogos.
Especialistas reforçam que a dependência em apostas pode causar graves consequências emocionais, financeiras e familiares, destacando a importância de buscar ajuda profissional ao identificar sinais de comportamento compulsivo.
Se você ou alguém que conhece estiver enfrentando sofrimento emocional ou pensamentos suicidas, procure ajuda imediatamente. No Brasil, o Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece atendimento gratuito e sigiloso pelo telefone 188 e também por chat e e-mail.
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