A Polícia Civil de Pernambuco deflagrou, nesta terça-feira (30), a Operação Initium, que investiga um suposto esquema de fraude em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro envolvendo contratos da Fundação de Cultura do Recife para os festejos juninos de 2023 e 2024, período em que João Campos (PSB) comandava a Prefeitura do Recife. A investigação aponta um prejuízo estimado em R$ 2,3 milhões aos cofres públicos.
Segundo a Polícia Civil, dois servidores da Fundação de Cultura são investigados por suspeita de receber vantagens indevidas para favorecer uma empresa prestadora de serviços de som em processos licitatórios. A Justiça autorizou mandados de busca e apreensão, determinou o bloqueio de bens e ativos, além do afastamento cautelar dos investigados de seus cargos.
De acordo com o delegado responsável pela investigação, um dos servidores teria recebido R$ 10 mil e outro cerca de R$ 20 mil para aprovar contratos considerados irregulares. As investigações também apontam que a empresa beneficiada teria vencido licitações e prestado serviços abaixo do que estava previsto nos editais, frustrando a competitividade do processo licitatório. Os crimes apurados incluem fraude em licitação, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.
Durante a operação, os policiais apreenderam dinheiro em espécie na residência de um dos investigados. Os mandados foram cumpridos no Recife, Paulista, Altinho e Caruaru.
Até o momento, não há acusação formal contra João Campos, e a investigação divulgada pela Polícia Civil tem como foco os contratos celebrados durante sua gestão e a atuação dos servidores e da empresa investigada. A Fundação de Cultura do Recife informou que está colaborando com as autoridades e fornecendo a documentação solicitada.
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