A Polícia Federal investiga se o senador Jaques Wagner (PT-BA), líder do governo Lula no Senado, recebeu um apartamento avaliado em R$ 2,4 milhões em Salvador como suposta vantagem indevida ligada ao empresário Augusto Ferreira Lima, ex-sócio do Banco Master. A apuração integra uma nova fase da Operação Compliance Zero, que investiga possíveis irregularidades financeiras envolvendo a instituição.
Segundo informações da investigação, Wagner figura entre os alvos da operação, que busca esclarecer a relação entre o senador e o empresário. A PF teria identificado uma conversa de novembro de 2024 na qual o parlamentar repassava informações sobre o imóvel, incluindo detalhes da construtora, da unidade e do valor do apartamento.
Além de Jaques Wagner, a operação também tem como alvo Augusto Ferreira Lima, apontado como ex-sócio ligado ao grupo investigado. Os investigadores buscam reunir elementos que possam confirmar ou descartar a existência de vantagens indevidas relacionadas ao caso.
A defesa de Augusto Lima afirmou que as medidas adotadas pela Polícia Federal são desnecessárias e negou qualquer prática ilícita. Em nota, os advogados sustentaram que os fatos investigados são lícitos e que as diligências contribuirão para esclarecer definitivamente o caso.
Até o momento, não há condenações ou conclusões definitivas sobre as acusações. A investigação segue em andamento e os envolvidos têm garantido o direito à ampla defesa e ao contraditório durante o processo.
A defesa de Jaques Wagner também foi procurada para se manifestar sobre as apurações. Até a publicação das informações divulgadas pela imprensa, o espaço permanecia aberto para posicionamento oficial do senador.
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