A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD), afirmou nesta quarta-feira (17) que o apoio declarado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao prefeito do Recife, João Campos (PSB), para a disputa pelo Governo de Pernambuco em 2026, não interfere na relação institucional entre o Estado e o Governo Federal.
A declaração foi dada durante entrevista à Rádio Asa Branca, em Salgueiro, dois dias após Lula divulgar um vídeo manifestando apoio ao socialista. Na gravação, o presidente ressaltou a aliança nacional entre PT e PSB e classificou os socialistas como um dos principais aliados políticos do partido no país.
Questionada sobre os possíveis impactos políticos da manifestação do presidente, Raquel minimizou os efeitos eleitorais e reforçou que a parceria administrativa entre Pernambuco e a União seguirá normalmente.
“Não muda nada. A gente continua com as parcerias firmes com o Governo Federal e o presidente Lula. Desde o primeiro momento, em janeiro de 2023, o presidente disse que não faltaria a Pernambuco e que eu procurasse os ministros para trabalharmos pelo nosso Estado”, declarou a governadora.
Durante a entrevista, Raquel Lyra destacou diversas ações realizadas em parceria com o Governo Federal, entre elas a retomada da Ferrovia Transnordestina, investimentos relacionados à transposição do Rio São Francisco, a construção de maternidades e programas habitacionais desenvolvidos em conjunto com o Minha Casa, Minha Vida.
A governadora também rebateu críticas de adversários políticos que atribuem exclusivamente ao Governo Federal parte dos investimentos realizados em Pernambuco. Segundo ela, o Governo do Estado teve papel decisivo na definição das prioridades e na execução dos projetos.
“Tem gente que quer diminuir isso dizendo que não é uma obra do Estado, mas do Governo Federal. Não. Fui eu que disse que era prioridade para Pernambuco, porque poderia ter colocado os recursos em outra área”, afirmou.
Raquel Lyra reforçou que sua gestão continuará trabalhando em parceria com Brasília para garantir investimentos, obras estruturadoras e programas sociais, independentemente do cenário eleitoral que começa a se desenhar para 2026.
Deixe um comentário