O juiz José Fernando Steinberg, do Juizado Especial Criminal do Foro de Barra Funda, em São Paulo, determinou a prisão em regime aberto do jornalista Luan Araújo, que ficou conhecido nacionalmente após ser perseguido armada pela então deputada federal Carla Zambelli, em outubro de 2022, pelas ruas da capital paulista.
A decisão judicial foi tomada após o não pagamento de uma indenização por difamação imposta ao jornalista. Segundo o processo, Luan Araújo foi condenado após publicar críticas contra Zambelli nas redes sociais depois do episódio da perseguição.
No texto citado na ação, o jornalista afirmou que a ex-parlamentar integrava uma “seita de doentes de extrema direita” e mencionou ainda “mercadores da morte”, declarações consideradas ofensivas pela Justiça. Apesar de ter sido absolvido da acusação de injúria, Araújo acabou condenado ao pagamento de indenização por difamação.
De acordo com informações do processo, o valor atualizado da dívida, incluindo multas e custas processuais, ultrapassa R$ 2,2 mil. Como o pagamento não foi realizado, o magistrado converteu a pena restritiva de direitos em pena privativa de liberdade, conforme previsto no Código Penal.
Na decisão publicada em 1º de junho, o juiz destacou que o condenado foi devidamente intimado, mas não cumpriu a obrigação determinada pela Justiça. A defesa de Luan Araújo ainda não se pronunciou oficialmente sobre o caso.
O episódio voltou a gerar forte repercussão nas redes sociais, principalmente por envolver o jornalista que, durante as eleições de 2022, apareceu em vídeos sendo perseguido por Carla Zambelli armada pouco antes do segundo turno presidencial.
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