Anunciado nesta segunda-feira (25) como novo coordenador de comunicação e marketing da campanha de Flávio Bolsonaro (PL-RJ), o jornalista Alexandre Oltramari já esteve no centro de uma disputa judicial envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O processo teve origem em reportagens publicadas pela revista Veja sobre os negócios de Lulinha e sua relação com o lobista Alexandre Paes dos Santos durante a campanha presidencial de 2006, ano em que Lula conquistou sua primeira reeleição.
Além de Oltramari, a ação também teve como alvos a Editora Abril e o próprio Alexandre Paes dos Santos. Na ação, Lulinha pedia indenização por danos morais em razão das publicações divulgadas pela revista.
Durante o andamento do processo, a defesa da Editora Abril anexou a transcrição de uma entrevista gravada por Oltramari com o lobista. Na conversa, Alexandre Santos fez declarações consideradas ofensivas contra o filho do presidente.
Segundo os autos, o lobista teria se referido a Lulinha com termos pejorativos e críticas pessoais. O caso foi analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em 2013.
Na decisão, o desembargador Alcides Leopoldo e Silva Júnior concluiu que as declarações configuravam injúria e ofensa à honra de Lulinha, mesmo tendo ocorrido em uma conversa privada. O entendimento foi acompanhado pela maioria dos integrantes da 1ª Câmara de Direito Privado da Corte paulista.
Em nota, o Partido Liberal informou que Alexandre Oltramari assumirá a coordenação de comunicação e marketing da pré-campanha de Flávio Bolsonaro, enquanto o publicitário Eduardo Fischer atuará como consultor estratégico da equipe.
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