Durante a celebração de Pentecostes 2026, realizada no último domingo (24), no Ginásio Geraldão, no Recife, o arcebispo de Olinda e Recife, dom Paulo Jackson Nóbrega, preferiu não comentar diretamente a polêmica envolvendo o ex-prefeito do Recife e pré-candidato ao Governo de Pernambuco, João Campos (PSB), após a repercussão de um vídeo considerado desrespeitoso por parte de setores católicos.
O episódio ganhou grande repercussão nas redes sociais e no meio político depois de uma brincadeira feita por João Campos relacionada aos ministros da eucaristia. A fala provocou críticas de opositores e de fiéis, que consideraram o conteúdo inadequado por envolver símbolos religiosos.
Mesmo presente na missa de Pentecostes, acompanhado da mãe, Renata Campos, João evitou ampliar o debate durante o evento. Já dom Paulo Jackson adotou postura cautelosa e decidiu reforçar uma orientação direcionada aos padres e paróquias da Arquidiocese de Olinda e Recife sobre o comportamento da Igreja durante o período eleitoral.
Segundo o arcebispo, os líderes religiosos precisam manter neutralidade política dentro dos espaços religiosos e evitar transformar igrejas em ambientes de apoio eleitoral explícito.
“O padre não pode ignorar as coisas sagradas para apoiar candidato A ou B. Claro que o padre, pessoalmente, tem suas escolhas, mas ele não pode utilizar-se do ambiente religioso para apoio explícito a candidatos”, afirmou o religioso.
A declaração foi interpretada como um recado direto ao clero diante do clima político que começa a ganhar força em Pernambuco com a aproximação das eleições estaduais de 2026.
A fala do arcebispo foi concedida minutos antes da celebração de Pentecostes e rapidamente repercutiu entre lideranças políticas, religiosos e internautas, reacendendo o debate sobre os limites entre religião e política no estado.
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