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Pernambuco amplia alerta sobre anemia falciforme e desafios no acesso ao tratamento especializado

A anemia falciforme segue sendo um importante desafio de saúde pública em Pernambuco. A doença genética e hereditária, mais frequente na população negra, exige diagnóstico precoce, acompanhamento contínuo e acesso rápido ao tratamento especializado.

Em Pernambuco, a Fundação Hemope concentra o principal centro de referência no atendimento de pacientes com doença falciforme, oferecendo serviços de ambulatório especializado, transfusão, urgência e acompanhamento multiprofissional.

Dados científicos apontam que Pernambuco possui uma das maiores incidências da doença no Nordeste. Estudos realizados no estado indicam uma média de aproximadamente um caso para cada 1.400 nascidos vivos. Além disso, pesquisas nacionais mostram que cerca de 4% da população pernambucana possui o traço falciforme, colocando o estado entre os que apresentam maior incidência da alteração genética no país.

Especialistas alertam que o cenário preocupa principalmente pelo aumento da demanda no Sistema Único de Saúde (SUS) e pelas dificuldades enfrentadas por pacientes do interior do estado para manter acompanhamento regular.

Entre os principais problemas relatados por famílias estão a demora em consultas especializadas, necessidade frequente de internações, crises recorrentes de dor e longos deslocamentos até os centros de referência.

A doença pode provocar complicações graves, como anemia severa, AVC, infecções recorrentes e comprometimento de diversos órgãos.

O tema também vem sendo acompanhado pelo deputado federal Ossésio Silva, que defende o fortalecimento das políticas públicas voltadas às doenças hematológicas em Pernambuco.

Segundo o parlamentar, é necessário ampliar o acesso ao tratamento e fortalecer os centros especializados para garantir mais dignidade aos pacientes.

O avanço dos casos e a crescente demanda por atendimento reacendem um debate importante na saúde pública estadual: Pernambuco está preparado para acompanhar o crescimento das doenças hematológicas crônicas e garantir assistência adequada aos pacientes?

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