O clima entre o PT e o PSB voltou a ficar tenso nos bastidores da política pernambucana após declarações e movimentações do deputado federal Pedro Campos envolvendo a situação dos metrôs do Recife. Integrantes do Partido dos Trabalhadores passaram a demonstrar preocupação com a postura do PSB e avaliam que o partido socialista volta a adotar uma linha de confronto político, mesmo diante da aliança nacional construída com o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Nos bastidores, petistas lembram que o histórico do PSB com o PT é marcado por episódios considerados de “traição política”. Um dos fatos mais lembrados foi o rompimento nacional ocorrido durante o processo que culminou no impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, quando setores do PSB apoiaram o afastamento da petista no Congresso Nacional.
Outro episódio que ainda gera desconforto entre lideranças do PT foi a postura adotada pelo PSB nas eleições presidenciais passadas, quando nomes ligados ao partido declararam apoio ao então candidato Aécio Neves em oposição ao projeto petista representado por Fernando Haddad. Para integrantes do PT, esses episódios deixaram marcas profundas e reforçam a desconfiança sobre os reais interesses políticos do PSB em Pernambuco e no cenário nacional.
Agora, a nova movimentação envolvendo Pedro Campos reacendeu o alerta dentro do PT. Lideranças petistas avaliam que o PSB estaria tentando ampliar o desgaste político em torno da situação do transporte público na Região Metropolitana do Recife, buscando capitalizar eleitoralmente o tema para 2026.
A leitura dentro do PT é de que o PSB pode voltar a adotar uma postura de distanciamento estratégico do governo federal, principalmente diante do avanço político da governadora Raquel Lyra nas pesquisas e da crescente disputa pelo comando político de Pernambuco.
Mesmo mantendo a aliança nacional com o governo Lula, petistas pernambucanos já admitem nos bastidores que estão “com a orelha em pé” e acompanhando de perto os próximos passos do PSB, partido comandado em Pernambuco pelo prefeito do Recife, João Campos.
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