A autorização da Prefeitura do Recife para a derrubada de 41 árvores no Parque Dona Lindu voltou a gerar debates sobre a preservação ambiental e a gestão dos parques públicos da capital pernambucana. A informação foi divulgada pelo site Marco Zero Conteúdo e repercutida nas redes sociais nesta semana.
De acordo com a publicação, a medida teria sido autorizada pela Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Licenciamento para viabilizar a construção de quiosques dentro do parque, que atualmente faz parte do conjunto de espaços concedidos à iniciativa privada. A prefeitura informou que, como compensação ambiental, serão plantadas 82 novas árvores no próprio Dona Lindu.
O caso reacendeu críticas de especialistas e ambientalistas sobre o modelo de concessão dos parques públicos do Recife. O professor Anselmo Bezerra, do Instituto Federal de Pernambuco (IFPE), afirmou que os riscos apontados desde o início da concessão dos parques ainda não foram totalmente eliminados, principalmente em relação à redução das áreas verdes e ao avanço das áreas comerciais.
Segundo estudo realizado pelo Grupo de Pesquisa Ecologia e Análises Socioambientais, o sombreamento e a preservação das áreas verdes estão entre os principais fatores que atraem visitantes aos parques concedidos da cidade, chegando a quase 96% no Parque da Jaqueira.
A repercussão nas redes sociais foi imediata, com moradores cobrando mais transparência sobre as intervenções urbanas e defendendo a preservação ambiental em um dos principais cartões-postais da zona sul do Recife.
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