O cenário de maio da pesquisa Veritá, divulgado nesta quinta-feira (21), acendeu um sinal de alerta crítico para as pretensões de João Campos ao Palácio do Campo das Princesas. O prefeito do Recife agora lidera o índice de rejeição no estado: 42,5% dos eleitores (votos válidos) afirmam que não votariam nele de jeito nenhum. Ele é seguido por Anderson Ferreira, que detém 28,1%, e Eduardo Moura, com 10,2% de rejeição.
O comparativo com o mês anterior revela um desgaste acelerado da imagem do socialista. Em abril, a rejeição a João Campos era de 30,1%, o que significa um salto negativo de 12,4 pontos percentuais em apenas trinta dias. Esse aumento súbito na barreira eleitoral coincide com a perda de sua liderança dividida, transformando o teto de crescimento do candidato em um desafio estratégico para sua equipe de marketing e estratégia, que mesmo com o apoio do PT, partido do presidente Lula, e se apresentando como alternativa, o eleitorado pernambucano parece ter lembrado mais dos últimos anos do PSB no governo, do que dos feitos de Eduardo e Arraes, fatores que João tem trabalhado intensamente.
Enquanto os índices de desaprovação de seus adversários também sofreram alterações, Anderson Ferreira subiu de 19,1% para 28,1%, o crescimento de João Campos foi o mais acentuado do período. Em abril, a governadora Raquel Lyra apresentava uma rejeição de 15,2%, figurando em uma posição muito mais confortável para a expansão de votos do que o atual cenário enfrentado pelo prefeito.
A alta rejeição é, historicamente, um dos maiores obstáculos em campanhas majoritárias, pois limita o poder de convencimento entre os eleitores que ainda não definiram seu voto. Para João Campos, o desafio agora não é apenas recuperar os pontos perdidos na intenção de voto, mas reverter um sentimento de negação que cresceu vertiginosamente entre abril e maio, sob o risco de ver sua candidatura isolada em nichos específicos.
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