O banco Digimais, ligado ao bispo Edir Macedo, voltou ao centro de uma polêmica após denúncias envolvendo supostas manobras financeiras para esconder prejuízos milionários. Segundo informações divulgadas pelo jornal Estadão e repercutidas pelo Diario de Pernambuco, o banco teria utilizado fundos de investimentos próprios para retirar de seus balanços carteiras de financiamentos com altos índices de inadimplência.
De acordo com a reportagem, documentos analisados por especialistas apontam que créditos vencidos, avaliados em centenas de milhões de reais, deixaram de aparecer nas demonstrações financeiras da instituição. A operação teria sido realizada por meio de fundos que possuem ligação direta com o próprio banco, levantando suspeitas no mercado financeiro.
O Digimais, que até 2020 era conhecido como Banco Renner, atua principalmente no financiamento de veículos e no crédito consignado. A instituição pertence ao grupo ligado à Igreja Universal do Reino de Deus e estaria há mais de um ano em processo de tentativa de venda.
Especialistas ouvidos pelo Estadão classificaram as operações como de “alto risco regulatório” e apontaram sinais de alerta nas transações realizadas. A reportagem também revelou que a Polícia Federal investiga supostas fraudes relacionadas às movimentações financeiras do banco.
Ainda segundo as informações, o Digimais declarou lucro de R$ 31 milhões no fim de 2025, mas as operações teriam evitado que cerca de R$ 480 milhões em créditos vencidos fossem contabilizados oficialmente, o que impactaria diretamente no resultado financeiro apresentado pela instituição.
Procurados pela imprensa, tanto o banco Digimais quanto a Igreja Universal não teriam se manifestado sobre o caso até o momento da publicação da reportagem.
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