O Tribunal do Júri da Comarca de Carpina, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, absolveu Milton Nazário Coutinho, acusado de provocar a morte da companheira, Ivonete Maria da Silva, por meio de uma armadilha elétrica improvisada na zona rural do município.
De acordo com a denúncia apresentada pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE), o caso aconteceu em fevereiro de 2024, no Sítio Três Paus. As investigações apontavam que o acusado teria energizado trilhos metálicos ligados a uma extensão elétrica improvisada, utilizando fios de cobre modificados para aumentar a condução de energia.
Segundo os autos do processo, Ivonete teria tocado na estrutura e sofrido uma descarga elétrica fatal, morrendo ainda no local. O MPPE sustentou durante o julgamento que o crime teria sido cometido com intenção de matar e utilizando recurso que dificultou a defesa da vítima.
Durante a sessão do júri, a defesa do acusado apresentou tese de negativa de autoria e pediu, de forma subsidiária, o afastamento das qualificadoras atribuídas ao réu. Após votação secreta, o Conselho de Sentença decidiu, por maioria dos votos, absolver Milton Nazário da acusação de homicídio.
O acusado estava preso preventivamente desde a época do caso. Após a decisão do júri, foi expedido alvará de soltura em favor de Milton Nazário Coutinho.
O julgamento ocorreu no Fórum Dr. José Gonçalves Guerra, em Carpina, e foi presidido pelo juiz Rafael Costa Vasconcelos Santos. A acusação ficou sob responsabilidade do promotor Vinícius Araújo.
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